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| Sexta-feira , 04 de Novembro de 2005 |






Escrito por Daniel Marano às 21h19
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| Sexta-feira , 04 de Março de 2005 |
Afonso Tereza Stuart * 19/08/1895 (Oran, Argélia) + 1983 (Rio de Janeiro, RJ) ----------------------------------------------
Afonso Tereza Stuart, nasceu em Oran, na Argélia, no dia 19 de agosto de 1895. Seu pai trabalhava no circo, era ginasta, ator e trapezista, e sua mãe o acompanhava. Ela teve 14 filhos, sendo que Afonso era o caçula. Nasce durante uma turnê dos pais na Argélia, na África. E com apenas 1 ano de idade sai da Argélia e sai com seus pais para fazerem mais turnês pela Europa. Como sua família era quase que nômade, eles viajavam muito, e cada um dos irmãos de Afonso tinha uma nacionalidade diferente, alemã, inglesa, marroquina, portuguesa... Cresceu no circo, por isso adquire "qualidades" cômicas circenses, e começa a fazer acrobacias com alguns dos 13 irmãos. Estréia em 1905 como ator de circo fazendo acrobacias com os irmãos no Teatro Carlos Alberto, no Porto em Portugal. Viaja para vários lugares, até fazer um turnê pela América do Sul, fazendo apresentações na Argentina e em outros países. São contratados pelo Circo Spinelli, no Brasil em 1908 para uma longa temporada. Por falta de um cômico, um excêntrico, convidaram Afonso, então com 13 anos, para fazer este tipo de papel além das acrobacias. Passa então a ser conhecido como Periquito, e por muito tempo usou este nome. Depois da temporada no Brasil, os Tereza, assim conhecidos, vão para a Argentina com a Companhia Frankie Brown, um grande empresário inglês. Depois de 2 anos na Argentina contratados pelo Frankie Brown, Afonso vem diretamente para uma companhia aqui formada. Com a vinda do restante da família ao Brasil, Afonso forma um grupo de comediantes circenses conhecido como Os Cardonas. Fazem muito sucesso no Brasil, e com eles vem Oscarito, futuro gênio do cinema. Em 1926, com 30 anos de idade recebe um convite do ator português Júlio Vilar, para fazer uma ponta numa peça chamada Comidas de Santo no Teatro Recreio. Como a peça estava precisando de mais atores, convidaram o Afonso. Ele havia feito um apache na peça, numa cena em que imitavam o Carlitos, ele havia se saido muito bem, e por isso gostaram da participação. Continua fazendo ativamente circo como cômico, e aos poucos virara a estrela da companhia e da família. Algum tempo depois, houve uma briga na companhia, entre uma girl e a Maragarida Marques. Houve tanta confusão que a sairam da companhia a Margarida, o Walter Pinto (diretor da companhia) e o astro Mesquitinha, o mais popular na época. Então a companhia ficou sem o cômico. O ator João de Deus, convidou o Afonso para substituir o Mesquitinha. Afonso, muito inexperiente no teatro, ficou sem jeito e quase recusou. Ele pensava que não iria se dar bem em teatro, ele era bem melhor em circo. Afonso começa a se desenvolver em teatro cômico e de revista, e logo na sua segunda peça, já ganhava o estrelato absoluto. Em 1929, foi contratado pela Companhia de Teatro Cômico da empresa Paschoal Segreto. Ele estreou em A Verdade ao Meio-Dia de autoria argentina, e logo depois em Noite de Reis de Freyre Júnior. Nessa companhia, faziam pequenas peças de 1 hora, e depois encenavam mais uma num dia só. Ou seja duas peças por noite. A peça que agradace muito ficava 15 dias no máximo. Nessas peças foram lançadas várias músicas como, Ai Ioiô. Continuou sem uma estadia fixa, fazendo as peças na qual ele era convidado, se o chamavam ele ia, podia ser comédia ou revista. Fez diversas peças, entre elas Misture e Mande, Futurismo. Sempre como o astro o Afonso. Ele além de interpretar fazia os sketches da peça. Na década de 30, viaja para Portugal, com as revistas do Jardel Jércolis, pai do Jardel Filho. Entre elas, Cariocas, uma revista em que Afonso fazia um velhinho, e fez sucesso com ela. Faz sucesso com suas revistas e peças e é convidado em 1935 para fazer parte do filme carnavalesco, Alô, Alô, Brasil (1935). Faz ainda uma associação empresarial de teatro com Henriqueta Brieba, Oscar Soares, Ítala Ferreira.' Trabalha em diversas companhias e com diversos nomes do teatro, como Henriqueta Brieba, Eva Todor, Jardel Jércolis, Alma Flora, João de Deus, Alda Garrido, Tônia Carrero, Feranda Montenegro, Violeta Ferraz, Grande Otelo, Oscarito, Pedro Dias, etc... Entra para a companhia da Eva Todor em 1940, e lá permanece até 1954. Com esta companhia vai para Portugal novamente e faz muito sucesso. É convidado para fazer seu segundo filme Corações Sem Piloto (1944), onde é o protagonista. Fazendo par com a atriz Aimée. Perambula por várias companhias teatrais, sempre sendo reconhecido como comediante. Só volta ao cinema em 1954 numa chanchada de Ankito, Heloísa Helena, Marujo Por Acaso (1954). Faz nessa época diversos filmes com Oscarito, Colégio de Brotos (1956), O Golpe (1956), sempre como alguém amigável ou um durão. Um dos filmes que mais marcou e chamou a atenção de todos, foi em Sinfonia Carioca (1955), do Watson Macedo e com a Eliana e o Anselmo Duarte. Ele fazia um avô. Este foi considerado o melhor filme de Watson. Dá uma "parada" em cinema em 1959, quando atuou em Esse Milhão é Meu (1959), fazendo o sogro de Felismino Tinoco (Oscarito). Na década de 60 continua a fazer peças, e participações e programas de TV. Faz alguns filmes em 60. Continua ativamente em teatro, na década de 70, fazendo entre outras O Amante de Madame Vidal e O Dia Em Que Raptaram o Papa. Faz ainda participações em algumas produções de Tv, ao lado de Dercy Gonçalves. Faz alguns filmes em 70, como Os Herdeiros (1970) e Esta Freira é Uma Parada (1977). Participa esporádicamente de teatro, até morrer em 1983 no Rio de Janeiro.
Escrito por Daniel Marano às 20h03
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| Quinta-feira , 30 de Dezembro de 2004 |


Escrito por Daniel Marano às 20h21
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